sábado, 18 de abril de 2015

Modelos de Evangelização.
Olá!
Continuamos a nossa jornada de pensamentos a respeito da evangelização. 
Muitas pessoas nos procuram pedindo um modelo eficaz de evangelização. 
Existem muitos modelos espalhados pelo mundo afora. Cada um com sua idiossincrasia. Se são eficazes ou não isso é outra história. Primeiro implica saber qual o conceito de eficiência está na mente do evangelista. Não indicamos esse ou aquele modelo!
Entendemos que o evangelista precisa conhecer a palavra de Deus com intimidade para, no momento certo do seu contexto de tempo e local, saber aplicar os princípios bíblicos durante a conversa com seus pares apresentando assim a vontade de Deus para os seus ouvintes ou dialogantes. Assim é que entendo eficiência na evangelização. Isso exige disciplina por parte do evangelista.
Seguindo a perspectiva do Novo Testamento aprendemos sobre os seguintes modelos:

5 - MODELOS BÍBLICOS DE EVANGELISMO

 5.1 -  o modelo do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo - partir de onde eles estão:
            5.1.1 - com o povo judeu de maneira geral - anuncia o arrependimento por causa do Reino de Deus;[1]
             5.1.2 - com seus discípulos e com os judeus - ensina os princípios do Reino de Deus;[2]
             5.1.3 - com Nicodemos - anuncia o novo nascimento;[3]
             5.1.4 - com a mulher Samaritana - anuncia uma vida com outros valores;[4]
              5.1.5 - aos seus discípulos - ensina através da prática;[5]
              5.1.6 - com o jovem rico - anuncia a total dependência da graça de Deus;[6]
  5.2 - o modelo de Pedro;[7]
  5.3 - o modelo de Felipe;[8]
  5.4 - o modelo de Lucas;
  5.5 - o modelo de Paulo;[9]
    
        No seu estudo sobre os modelos bíblicos para o evangelismo Tony Cupit conseguiu alistar vinte diferentes modelos para os quais ele diz que a Igreja deve voltar os seus olhos antes de querer apreender uma técnica aqui outra ali. 

            Eis a lista que ele faz:
                        5.6 - o modelo do arrependimento - Mt 3;
                        5.7 - o modelo do novo nascimento - Jo 3;
                        5.8 - o modelo do novo estilo de vida - Jo 4;
                        5.9 - o modelo de contar histórias - Lc 15;
                        5.10 - o modelo da pregação - At 2;
                        5.11 - o modelo do ensino - Mt 7;
                        5.12 - o modelo da comunidade de amor - At 2;
                        5.13 - o modelo do testemunho pessoal - At 8;
                        5.14 - o modelo missionário - At 13;
                        5.15 - o modelo pioneiro - Rm 15;
                        5.16 - o modelo do exemplo pessoal - Mt 5;
                        5.17 - o modelo de fé familiar - At 16;
                        5.18 - o modelo da mordomia e do discipulado - Mc 10;
                        5.19 - o modelo do mercado - At 17;
                        5.20 - o modelo apologético - At 17;
                        5.21 - o modelo da nutrição e da educação - II Tm 1;
                        5.22 - o modelo pastoral - Tg 2;
                        5.23 - o modelo da cura - Mc 2;
                        5.24 - o modelo do crente perseguido - At 5;
                        5.25 - o modelo de “as pedras clamarão” - At 28.

            Robert Coleman[10] diz que o Plano Mestre de Evangelismo do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo consiste em:

  5.26 - seleção -  Ele selecionou homens que estavam dispostos a serem transformados - Lc 6.13;
  5.27 - associação - Ele se associou com seus discípulos a todos os momentos - Mt 28.20;
  5.28 - consagração - Ele fez a consagração pela obediência plena à Palavra de Deus - Mt 11.29;
  5.29 - transmissão - Ele transmitiu o poder de Deus aos homens na pessoa do Espírito Santo -
            Jo 20.22;
  5.30 - demonstração - Ele demonstrou a correta maneira de viver em todos os seus aspectos: 
            oração, leitura da palavra, dependência da palavra, adoração, negócios, relação social;                         enfim, em todas as áreas da vida - Jo 13.15;
  5.31 - delegação - Ele delegou autoridade aos discípulos colocando-os na obra -  Mt 4.19;
  5.32 - supervisão - Ele supervisionou de perto o trabalho dos discípulos para orientá-los e não                        deixá-los desanimados ou frustrados - Mc 8.17;
  5.33 - reprodução - Ele colocou seus discípulos aqui para darem fruto; todavia ensinou que esta                    reprodução só acontece na inteira dependência e fidelidade a Deus, a Cristo - Jo 15.16.




                [1]- Veja Mc 1.15, Mt 4.17.
                 [2]- Veja Mt 5; 6 e 7.
                 [3]- Veja Jo 3.1-15.
                [4]- Veja Jo 4.1.42.
  [5]- Veja Mt 10; Mc 6.7-13, 30-44; Lc 9.1 - 10.42.
                    [6]- Veja Mt 19.16-30; Mc 10.23-31; Lc 18.18-30.
                    [7] - Veja At 2; 3; 4; 10.
          [8]        - Veja At 6 e 8.
                [9]- Veja a Epístola aos Efésios capítulos 1, 2 e 3. Analise o texto do cap. 2.1-10. I Co 2.12-16.
           [10]-  COLEMAN, Robert E.  O Plano Mestre de Evangelismo. 6ª ed. São Paulo: Mundo
Cristão. 1987. 143 p.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Voltamos ao nosso raciocínio a respeito da evangelização. Precisamos conversar muito sobre o que falar durante esse processo. Por isso entendemos a necessidade de conversar sobre uma terminologia relevante ao evangelismo.

4 - TERMINOLOGIA NEO-TESTAMENTÁRIA RELEVANTES AO
                  EVANGELISMO

                        4.01 - Aliança;
                        4.02 - Arrependimento;[1]
                        4.03 - Batismo;
                        4.04 - Batismo no Corpo de Cristo.
                        4.05 - Batismo no Espírito Santo
                        4.06 - Carne;[2]
                        4.07 - Consciência;[3]
                        4.08 - Demônio;
                        4.09 - Diabo;
                        4.10 - Diálogo;
                        4.11 - Dinamização (plenitude);
                        4.12 - Discípulo;
                        4.13 - Eleição;
                        4.14 - Fé;[4]
                        4.15 - Glorificação;
                        4.16 - Graça;[5]
                        4.17 - Grande comissão:
                                   4.17.1 - Vinde - Mt 4.19; 11.28-29.
                                   4.17.2 - Ide - Mt 28.19.
                                   4.17.3 - em Mt 28.1-20;
                                               - 2 grandes comissões: a do diabo e a de Jesus.
                                               - em Mt 28.1-10 - as mulheres são enviadas para avisar aos            
                                                  discípulos sobre a ressurreição de Jesus. Jesus ressuscitou e está
                                                  vivo. Ele vai encontrar com vocês lá na Galiléia. Lá vocês o
                                                  encontrarão.
                                               - a comissão do diabo está em Mt 28. 11-15 - Jesus está morto; não                                                  ressuscitou. Vão espalhar esta notícia. O engano. Seu corpo foi
                                                  roubado por seus discípulos. Mensagem mentirosa. Acobertada
                                                  pelos sacerdotes que manipulavam Pilatos. A motivação é o
                                                  dinheiro.
                                               - aquela que conhecemos como a grande comissão está em
                                                   Mt 28.18-20. Nela temos dois pontos importantes:
                                               - O 1º ponto central desta comissão é a soberania de Jesus Cristo. Ele está vivo e            tem todo o poder na terra e no céu. É preciso levar em conta estes fatos, como nos mostra Ef 1.15-23 ; se não, não haverá evangelismo. Mas é necessário ir, ainda que o ponto central não seja o “ir”. O verbo deveria ter sido traduzido no gerúndio “indo” e não no imperativo “ide” ainda que o particípio no grego tenha sentido imperativo, mas está no aoristo e na vós passiva depoente. Mas “indo” na autoridade d’Aquele que delega autoridade é preciso cumprir o imperativo da grande comissão: fazer discípulo.
                                               - O 2º ponto importante é imperativo: indo, então, fazei discípulos de todas as nações: PoreuqenteV oun maqhteusate panta ta eqnh. Esta é a ordem d’Aquele que tem toda autoridade, soberania, poder, domínio e dignidade. Neste caso é preciso entender que evangelizar é fazer discípulo, no seu sentido mais completo: indo, batizando e ensinando. O indo =  poreuqenteV, o batizando = baptizonteV e o ensinando = didaskonteV estão no particípio aoristo no grego; portanto, o imperativo é fazer discípulo = maqhteusate. Porém, ninguém faz discípulo se não sair. E fazer discípulo tem que ser batizando-os e ensinando-os a guardar todas as coisas que o Senhor ensinou. Todo o conselho de Deus e o conselho todo. E isto não se faz depressa. Nossa meta é fazer discípulo de Jesus Cristo.
                                               - Implicações para a nossa vida: - só faz discípulo saindo, indo. A ordem do Senhor Jesus não é fazer convertidos como entendemos, mas fazer discípulos. realmente não obedecemos a ordem de Jesus só por sair, mas em fazer discípulo. - só faz discípulo, quem é discípulo de Jesus. Neste caso eu preciso avaliar minha condição pessoal. Discípulo não é igual a aluno. Não é apenas um ouvinte esquecido da lei, conforme  nos  alerta Tg 1.19-27. Discípulo é aquele que vive os princípios de vida que o Senhor Jesus ensinou, que assumiu um compromisso de vida e morte com o Senhor Jesus Cristo. Fala como Ele, veste como Ele, come como Ele, negocia como Ele; ora como Ele, serve a Deus como Ele serve, agrada-O em tudo. Tem as alegrias deste Senhor; mas sofre com o Senhor e pelo Senhor. Mas para discípulo de Jesus é preciso aprender com Ele. O vinde de Mt 4.19 e 11.18-29 precede o ide de Mt 28.19.
Mas a ordem é para fazer discípulos de todas as nações. Mas ninguém fará discípulo lá se não se tornou discílpulo aqui e se não aprendeu a fazer discípulo aqui. E isto é outra história.
                                   4.17.4 - em Mc 16.15;
                                   4.17.5 - em Lc 24.44-49;
                                   4.17.6 - em Jo 20.19-23;
                        4.18 - Inferno;
                        4.19 - Justificação;[6]
                        4.20 - Juizo final.
                        4.21 - Legalismo;[7]                                                                
                        4.22 - Lei
                        4.23 - Mundo;
                        4.24 - Pecado;
                        4.25 - Potestade;[8]
                        4.26 - Principados;[9]
                        4.27 - Regeneração;[10]
                        4.28 - Reino dos céus ou Reino de Deus;
                                   28.1.1 - O que é no V. T.;
                                   28.1.2 - O que é no N. T.;
                                   28.1.3 - Os mistérios do Reino;[11]
                                   28.1.4 - Os dois estágios do Reino;
                                              28.1.4.1 - O reino presente: Mt 4.17 (âáóéëåßá); 10.7 (âáóéëåßá);                                                             Mt 12.28 (âáóéëåßá); Jo 18.36-37 (âáóéëåýò).
                                                              A encarnação é a amostra de que o Rei chegou.
                                                              A 1ª vinda: Rm 14.17 (âáóéëåßá); Cl 1.13 (âáóéëåéáí);                                                                I Co 15.22-26 (âáóéëåéáí).
                                               28.1.4.2 - O reino futuro: A mensagem do Senhor Jesus, sua
                                                              soberania é também para o futuro. Pensar na Parousia do
                                                              Senhor: a 2ª vinda: Mt 6.10; 7.21; 24.30; 25.31. Também
                                                              na mensagem dos apóstolos: I Co 15.5; II Pe 1.11.
                        4.29 - Salvação;
                        4.30 - Santidade;
                        4.31 - Santificação.
                       



1                    [1] - Veja Mt 3.11; 4.17; Mc 1.15;
2                    [2] - Conforme Gl 5.16-26; 6.7-8,13.
3                    [3] - Conforme I Pe 3.13-22 (16 e 21); I Co 8.
4                    [4] - Veja Hb 11.1, 6; 4.1-2.
5                    [5] - Ef 2; 4.7.
6                    [6] - Justificação: DikaiwsiV (Dikaíosis) = ato de Deus declarar certos homens isentos de condenação e aceitáveis a Ele. justo = equitável é um substantivo adjetivo. Dikaiow  (Dikaióo) cuja pronúncia é (Dikah-yó-o) é um verbo traduzido por restituir, pagar, conduzidir, devolver, mostrar ou considerar justo ou   reto.  Não é inocente; é culpado. Mas a  consideração é  como isento da sansão que a culpa exige. Em Rm 3.20 lemos dikaiwqhsetai (dikaioothésetai) = será justificado.
7                    [7] - Veja Rm 10.
8                    [8] - Potestade é aquele que tem grande poder ou autoridade.
9Em At 26.18: ... potestade (dîïõóßᏠ) de Satanás.
10Em Ef 2.2: ... potestade (dîïõóßᏠ) do ar.
11Em I Pe 3.22: ... ficando-lhe subordinado anjos e potestades (dîïõóß§í).
12dîïõóßᏠ= "direito de mandar; autoridade; poder de escolha; liberdade de fazer como lhe agrada; poder mental e físico, capacidade e força pessoal; poder de autoridade (influência) e direito; poder de domínio ou governo, autoridade (real, divina, judicial, etc.), jurisdição; uma autoridade, magistrado; potestade (celestial ou infernal); sinal da autoridade do marido sobre a esposa - o véu com que apraxe obrigava a mulher oriental a cobrir-se; autoridade moral, influência de que o uso do véu deu à mulher, tornando-a sacrossanta; a autoridade e a dignidade de uma mulher desaparece quando for largado o véu que totalmente a cubra, segundo a opinião grega antiga."  Veja: TAYLOR, W. C. Introdução  ao Estudo do  Novo Testamento  GregoDicionário.  6ª ed. Rio  de  Janeiro.  Juerp. 1980. pp 78-79. (O itálico é nosso.).
13                [9] - Principado é um território ou estado, cujo soberano é um príncipe.
14Em Rm 8.38: ... nem principados (Pñ÷ár) ... poderão nos separar...
15Em  I Co 15.24: houver destruído todo principado (Pñ÷xí)...
16Em Ef 1.21: ... acima de todo principado (Pñ÷y), e potestade (dîïõóßᏠ), e poder (äõíÜìåùò), e domínio (êõñéüôçôïò)...
17Em Ef 3.10: ... a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados (Pñ÷ásò) e potestades (dîïõóßáé )...
18Em Cl 1.16: Nele foram criados ... quer principados (Pñ÷ár), quer potestades (d÷ïõóßáé).
19Em Cl 2.10: ... Ele é o cabeça de todo principado (Pñ÷y) e potestade (dîïõóßᏠ).
20Em Cl 2.15: Despojando os principados (Pñ÷Nò) e potestades (dîïõóßᏠ)...
21Pñ÷y = "princípio, origem; principado, magistrado, domínio: "primazia", "dignidade", "responsabilidade"; ponta, "líder", o primeiro de uma série." Veja: TAYLOR, W. C. Introdução  ao Estudo do  Novo Testamento  GregoDicionário.  6ª ed. Rio  de  Janeiro.  Juerp. 1980. p. 34. (O itálico é nosso.).
22                [10] - Regeneração: o renascimento - novo nascimento - estado ou ato. Figurativamente: renovação espiritual. Especificamente é a restauração messiânica do mundo. Na consumação do Reino de Cristo.    É   ação   que   só   Deus faz.  O  termo grego é Paliggenesia  (Paliggenesía) cuja pronúncia é (pal-ing-ghen-es-eí-ah)  que  aparece  somente  duas  vezes no N.T.: em Mt 19.28 e Tt 3.5.
23                [11]- Conforme Mt 13.

domingo, 6 de outubro de 2013

Esboço de Estratégia e Metodologia Missionária - O Planejamento da Vida Essencial.

Passei algum tempo preparando esse material para publicação que é fruto de mais de vinte anos de pesquisa. Por isso fiquei um bom tempo sem postar as minhas idéias. Planejar a vida essencial na Missão e para o desempenho da Missão que Deus nos deu é sempre um maravilhoso desafio diário. O livro ficou pronto! Esboço de Estratégia e Metodologia Missionária - O Planejamento da Vida Essencial. Foi publicado pela LERBAN. Naturalmente ele não pretende ser a última palavra sobre tão vasto assunto. Mas nos desafia a pensar nos princípios metodológicos, bíblicos, históricos, práticos, antropológicos e sociológicos dos quais normalmente esquecemos quando nos envolvemos com o desenvolvimento das tarefas cotidianas como filhos, pais, professores, alunos, missionários, pastores, mães, maridos, esposas, empregados e patrões. Convido todos vocês a lê-lo;  e claro, a me ajudarem com suas críticas e sugestões. Melhorias são sempre bem vindas. Afinal de contas, ele é somente um esboço!


sábado, 10 de março de 2012

BASE BÍBLICA DO EVANGELISMO - CONTINUAÇÃO 3

Estas lições também são conseguidas através da leitura do N. T. Quão maravilhosa é a manifestação da graça de Deus para cada um de nós!

Quanto a Paulo, ainda que pareça estar preocupado apenas com suas Igrejas, com o comportamento dos novos crentes gentios, que estavam sendo massacrados pelos ensinos dos judaizantes, na verdade estava trabalhando para espalhar o evangelho como ele conhecia, cria e pregava. Ele não tem vergonha do Evangelho que considera ser o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, visto que a justiça de Deus se revela no Evangelho.[1] Ele diz que falaria somente das cousas que Cristo fez por intermédio dele para desta forma tentar conduzir os gentios à obediência, por palavra e por obra, por força de sinais e prodígios pelo poder do Espírito Santo. Afirma que, desta maneira, divulgou o evangelho de Cristo desde Jerusalém até ao Ilírico, esforçando sempre por pregar o evangelho onde Cristo não fora pregado.[2]
            Paulo afirma que seus ensinos eram muito diferentes dos ensinos dos sofistas deste mundo pois ele anunciava a Cristo, e a este crucificado, que era escândalo para os judeus e loucura para os gregos.[3]
            Conversando com Timóteo, Paulo o aconselha a se fortificar na graça que está em Cristo Jesus e que, aquilo que o jovem pastor havia aprendido dele (de Paulo) através de muitas testemunhas, devia ser transmitido a homens fieis e idôneos para instruir a outros.[4] Esta mensagem tem que ser transmitida a todos os outros o quanto for possível. Por isso ele ensina para Tito que a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens.[5]
            Na Epístola aos Hebreus o escritor quer nos ensinar que na gloriosa revelação de Deus para os homens,  Jesus Cristo é o Filho, e que os anjos são apenas ministros; que Cristo é superior a Moisés; que Ele é a entrada no descanso de Deus pela fé; que Jesus Cristo é o sumo sacerdote que se compadece de nós, cujo sacerdócio eterno, é superior ao da antiga aliança que teve fim. Jesus Cristo é sacerdote único e perfeito, cujo sacrifício não se repete posto ser eficaz.
            Finalmente, aparece outra vez em cena o apóstolo João para mostrar a revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as cousas que em breve devem acontecer. A visão do Cristo Glorificado, que esteve morto mas que está vivo. Que está assentado à direita do trono de Deus e cuida da Sua Igreja e dos seus pastores. Que se ajunta com os seus remidos no monte Sião. Que venceu a besta e o falso profeta. Que tem poder para abrir o livro, que virá sem demora e que finalmente estará com todos os seus, uma multidão que não pode ser enumerada, de todas as nações, tribos, povos e línguas, na nova Jerusalém celestial. Senhor que criou um novo céu e uma nova terra.
            Esta é a base do evangelismo no Novo Testamento. Ele é todo evangelístico.

                        3.3 - Distinção da Boa Nova no Velho Testamento e no Novo Testamento.

            3.3.1 - A boa nova tanto no V.T. quanto no N.T. consiste na mesma pessoa. faça uma comparação dos textos de Is 61 com Lc 4 e Gn 12.7 com Gl 3.16.

            3.3.2 - A diferença está no fato de que no V.T. a mensagem diz: “Ele virá!” O ouvinte crê na promessa. Vive da promessa. No N. T. a mensagem diz: “Ele Veio! Ele voltará!”[6] O ouvinte crê no cumprimento.

É óbvio que nessas poucas linhas não temos a intenção de esgotar esse esplêndido assunto. Na próxima oportunidade pretendemos falar sobre uma relevante terminologia que encontramos no N. T.  sobre o evangelismo. Continuamos vivendo e dependendo da graça de Deus. É Ele quem nos ama! Deus nos abençoe!

Stephenson Soares Araújo.
12/01/2009

[1]- Rm 1.9-17.
[2]- Rm 15.14-21.
[3]- I Co 1.18-25.
[4]- II Tm 2.1-2.
[5]- Tt 2.11.
[6]- Veja At 1.11.

BASE BÍBLICA DO EVANGELISMO - CONTINUAÇÃO 2


3.2 - O Evangelismo no N. T.

            É aqui no Novo Testamento que encontramos o verdadeiro descortinar das verdades, dos exemplos e dos modelos do evangelismo. De fato ele inicia com o  próprio Senhor Jesus Cristo. É impossível desvincular o Evangelho, de Jesus; desvincular o evangelismo, do Senhor Jesus Cristo. O nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo veio não somente trazer uma boa nova de salvação e de paz; Ele próprio é esta boa nova. Jesus Cristo não é somente o carteiro que as pessoas esperam porque estão interessadas numa carta. Ele é ao mesmo tempo, o carteiro e a carta.
            Acima temos visto os conceitos de evangelho e evangelismo. Ainda que os quatro evangelhos pareçam ser diferentes percebemos que eles foram escritos, não como história e nem como uma biografia, mas como uma confessio fidei escrita, um testemunho de muitas pessoas reunido pelo autor, cujo arranjo quer mostrar que tipo de pessoa era Jesus, dar evidências pelas quais os discípulos o tinham seguido e reconhecido como Messias e Filho de Deus, e desafiar os leitores, da maneira mais convincente possível, a dar o mesmo passo de fé em Cristo, conforme eles tinham dado.
            O Apóstolo João deixou muito claro, no Evangelho que escreveu, o objetivo que ele tinha em mente. Não era escrever tudo sobre Jesus; ele sabia que o mundo inteiro não caberia os livros que fossem escritos. Ele disse:

  “Na verdade fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais vida em seu nome.”[1]

            Ainda que os quatro evangelhos tenham sido escritos como se suspeita, com propósitos diferentes, seja para fortalecer os fracos na fé, para consolar a Igreja nas épocas de perseguição, defender o cristianismo das calúnias a que ele estava exposto, dar apoio de ensino fiel especialmente aos professores e pregadores da missão cristã, na verdade, os escritores queriam que as pessoas que os lessem se tornassem cristãs. Eles queriam que os leitores fossem salvos. A salvação em Jesus Cristo é tema chave. Salvação integral; por isso inclui a cura, o perdão, a libertação, a vida nova e vem às pessoas unicamente através de Jesus, o Filho de Deus. A evangelização é a principal preocupação destes autores.
            Semelhante mensagem encontramos no livro dos Atos dos Apóstolos. Lucas continuou escrevendo sobre os processos de evangelização desenvolvidos pela Igreja após a ascensão de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e o derramar do Espírito Santo. Nele, o próprio Senhor e Salvador Jesus Cristo está derramando o poder do Espírito Santo sobre a Igreja, capacitando-a a ser testemunha de Jesus Cristo mesmo, começando de Jerusalém, passando por toda Judeia e Samaria e até aos confins da terra.

As lições que essa reflexão nos traz não param por aqui. Ainda continuaremos... Como dependemos da graça de Deus!


Stephenson Soares Araújo.
12/01/2009

[1]- Jo 20.30-31 (ARA).

BASE BÍBLICA DO EVANGELISMO - CONTINUAÇÃO

Continuamos nossa conversa e reflexão sobre o evangelismo no V. T.

Entretanto, o próprio profeta Ezequiel quando teve aquela maravilhosa visão de que Deus estava presente ministrando no templo, difundiu a idéia comum de que todas as nações teriam que vir ao monte Sião, ao templo, para trazer seu tributo a Deus. Mas, o profeta Isaías apresentou alguns indícios que revelaram que o Senhor Deus podia amar outros povos além de Israel.
            Um exemplo interessante de missionário que encontramos no Velho Testamento por certo seria o profeta Jonas. Conhecia a grande bondade de Deus, Sua misericórdia, Sua clemência, Sua piedade, Sua disposição de si arrepender do mal. No entanto, ficou irado quando Deus perdoou ao povo da grande cidade de Nínive.[1] Mas a grande lição nos mostra o interesse de Deus em que Israel proclamasse o Seu grande amor para com os outros povos.
            A história narrada no livro do profeta Oséias, em suas relações com sua esposa Gomer, demonstra um vívido e maravilhoso quadro do Senhor Deus todo-poderoso alcançando as pessoas que menosprezam o perdão que Deus continua oferecendo.[2]
            Existem muitas declarações nos escritos dos profetas que apontam para um messias, um libertador do poder do pecado, do mundo, de satanás e da política. Isaías conseguiu olhar para o futuro e dizer: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo está sobre seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz;...”[3] Estes indícios da intenção de Deus são importantes e emocionantes; porém, no grosso volume dos ensinos do Velho Testamento existem poucas profecias deste tipo. Estas apenas antecipam aquilo que havia de vir.
            Israel si considerava como o centro da única e verdadeira religiosidade do mundo. Desta forma, ele tentava atrair os povos para si. Alguém sugeriu que ele fazia uma “evangelização” centrípeta. Outros dizem que era um “evangelismo” silencioso. Mas isto é por dedução; não está muito claro nos escritos do Velho Testamento. No entanto, as predições de que as nações apareceriam no monte Sião para trazer tributos a Deus parece indicar que os gentios não estavam fora do alcance do maravilhoso amor de Deus. Alguns escritores do Novo Testamento citam, por várias vezes, os textos do Velho Testamento que falam sobre o interesse de Deus em abençoar todos os outros povos da terra através de Israel
            O messias que estava para vir era uma expectativa judia. No entanto, alguns criam que o Messias traria bênçãos e paz para todas as pessoas, não só para os judeus.

Na continuação conversaremos e refletiremos sobre o evangelismo no N. T.

Stephenson Soares Araújo.
12/01/2009

[1]- Veja toda a história narrada no Livro do Profeta Jonas. Este pequeno parágrafo se refere a: Jn 4.1-2.
[2]- Veja Os 3.1.
[3]- Veja Is 9.6 (ARA).