domingo, 3 de janeiro de 2016



7 - A MANIPULAÇÃO NO PROCESSO DA EVANGELIZAÇÃO - CONTINUAÇÃO.
Olá!
Passou o ano de 2015 e nós não tivemos tempo de terminar o assunto sobre a manipulação no processo da evangelização.
Agora começamos o ano de 2016.

O Assunto que segue é sequência: O que precisamos considerar quando nos propomos a Evangelizar!

A consideração destas proposições nos leva ao entendimento de que, como evangelistas, precisamos estar atentos ao fato de que o progresso evangelístico da igreja hoje, tem fracassado em quase todas as frentes, não só no Brasil, como em todo o mundo, porque não se está dando atenção ao preparo eficiente dos obreiros. Por outro lado, muitos obreiros quando atingem um certo patamar de preparo pensam que já sabem de tudo, que estão bem preparados e não querem se preparar mais e melhor. 

Existe hoje, uma onda muito grande de exploração das massas populacionais, produto de manipulação de dados, de recursos técnicos, de pessoas e de forças espirituais, tanto a nível de sociedade seja ela capitalista/consumista ou  socialista, como a nível de igrejas, contra o que se precisa lutar seriamente se, se quer plantar igrejas sadias, responsáveis e reprodutoras. Porém, necessário se faz estar conscientes de que esta luta não se vence da noite para o dia. 
A quantidade de forças e influências dos pensamentos do enganador, do opositor, do caluniador, imperando sobre as pessoas e sobre as estruturas de poder social é muito grande, e somente pessoas capacitadas, submissas a Deus poderão evangelizar sem manipulação. 

O obreiro manipulador dá valor às coisas e para obtê-las usa as pessoas. Ele dá mais valor aos meios do que aos alvos. Ele esquece que os alvos (fins) não justificam os meios. Ele engana com palavras persuasivas; e traz as pessoas cativas, presas a ele, aos seus programas, aos seus métodos, às suas técnicas, ao seu estilo, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo.(56). 

Antes de dar solução à questão da exploração das massas populacionais é precisa treinar e capacitar as pessoas, os obreiros, a quem estas massas vão seguir, para que possam executar uma evangelização sadia, segura, sem manipulação. 

Somente homens e mulheres, líderes em fim, que foram verdadeiramente transformados, que têm um compromisso vivo e verdadeiro com o Senhor, com sua palavra e com sua obra conseguirão promover transformações duradouras numa sociedade. 

Robert E. Coleman diz o seguinte: 

("...ninguém precisa gozar do prestígio do mundo a fim de ser grandemente usado no Reino de Deus. Qualquer que esteja disposto a seguir a Cristo pode tornar-se em poderosa influência sobre o mundo, contanto naturalmente, que essa pessoa tenha o treinamento apropriado.") Coleman, 1987.

Este treinamento, naturalmente, precisa ser específico dentro do que a igreja pretende fazer. 
Os obreiros deverão, pelo menos, receber, entre outros, treinamento em: 
teologia bíblica de missão, teologia bíblica do velho testamento, teologia bíblica do novo testamento, velho testamento, novo testamento, antropologia cultural,  fenomenologia da religião, linguística, evangelismo, hermenêutica, contextualização, crescimento da igreja, estratégia e metodologia missionária, formação e desenvolvimento de liderança local. 

É óbvio, se está pensando em um obreiro que já tenha  recebido  o  seu  treinamento e capacitação teológica em seminário ou similar. 

No entanto, não se pode esquecer e nem prescindir dos leigos (57), que também deverão receber o treinamento e capacitação específica. 

Mas, ao programar e desenvolver este treinamento, a igreja não pode se esquecer que no seminário, normalmente o homem não demonstra todo o seu caráter. E normalmente, o seminário não transforma o caráter de um homem. 

É preciso exigir a leitura de autores como Christy Wilson, Coleman, Henfor,  Hesselgrave, Juan Carlos Miranda, Kilinski, McGavran, Larry Pate, Oswald Sanders, Oswald Smith, Peter Wagner, Ralf Winter, Ruth Tucker, mas isto não é tudo.  

O que se está salientando é que não é suficiente que o obreiro tenha conhecimento intelectual, literário, de técnicas e métodos, se ele não está suficientemente transformado para ser obediente a Deus e a seu plano, bem como aos planos traçados pela igreja. 

O existencialismo de Camus, de Satre e de Vinícius de Morais é muito bonito; porém não transforma o homem em servo de Deus e servo do outro homem, para o bem; ao contrário, faz com que o homem seja cada vez mais, escravo de si mesmo, do pecado e do reino das trevas. 

Se muitos dos homens, treinados nos seminários, não chegam a conhecer Jesus Cristo, o nosso Senhor e Salvador de maneira experimental, cuja experiência de fato seja escrutinada pela Bíblia Sagrada, não poderão pregá-lo de forma viva aos outros. 

Não é fácil trabalhar no caráter de um homem! E a Igreja foi estabelecida por Deus para este trabalho e vai ter que trabalhar neste sentido. 

Precisa-se da operação do Espírito Santo, porque o que se quer e precisa é ter obreiros em cujo caráter se encontram as seguintes marcas:

01 - obreiro que ama ao Senhor;
02 - obreiro que ama a Palavra do Senhor;
03 - obreiro que ama o Povo do Senhor;
04 - obreiro que ama a Obra do Senhor.

Não pode haver mudança no caráter ou no propósito dos obreiros se não houver obediência. 

Os crentes devem ser cheios do Espírito Santo e dar evidências deste fato. (58). Devem exibir a unidade do Espírito Santo (59) e estar sempre alegres em todas as circunstâncias.(60). O problema é que para muitos membros de igrejas e obreiros, a Bíblia Sagrada tem sido mais um compêndio de verdades a serem discutidas, entendidas ou compreendidas e nem tanto um manual de realidades a serem vividas. 

Daí, algo que a igreja não pode descuidar, é que este treinamento precisa e tem que ser supervisionado, um verdadeiro estágio supervisionado. Além disto, é preciso que o obreiro conheça e esteja integrado em todos os detalhes da estratégia que a igreja montou para a cidade ou para a região específica onde o obreiro irá desenvolver o seu trabalho, para que se possa fazer uma avaliação segura da execução e do desenvolvimento do trabalho.

 O que não se pode admitir, é que, em nome de uma suposta urgência,  devido  à visão  escatológica,  se  envie ao campo um obreiro que não tenha recebido os devidos treinamentos e capacitação. Perde-se muito menos tempo, dinheiro e reputação quando se investe no bom treinamento e capacitação de um obreiro.
É com essa seriedade que encaramos, pensamos e desenvolvemos o evangelismo.
Até o próximo assunto.
Tenham um excelente 2016.
Deus vos abençoe!
Stephenson.

(56) - Veja Cl 2.4-8

(57)- Esta palavra tem sido usada com o significado de: o não estudado que não é clérigo, que não tem uma formação específica num determinado assunto, que é estranho ou alheio a um assunto. No entanto, a palavra, na sua origem latina, laicu, tem o sentido de: "Que pertence ao povo cristão como tal e não à hierarquia eclesiástica." (Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Aurélio. p. 1018).

(58)- Os textos de Ef 5.18 - 6.9 nos ensinam que ser cheio do Espírito Santo e dar evidências deste fato dentro da família e na sociedade é normativo; não é optativo. 

(59)- Diante da análise de Ef 4.2-32 de onde aprendemos que os crentes devem exibir a unidade do Espírito entende-se que é impossível desenvolver a missão se a unidade está quebrada.

(60)- Conforme Fil 3.1. Não se trata aqui de querer ser super homem ou super mulher e tentar reprimir ou esmagar as emoções negativas. É preciso aprender a reconhecer as emoções negativas sejam elas disfóricas ou não, mas saber administrá-las segundo a graça de Deus para que elas não nos impeçam de manifestar a produção dos frutos do Espírito em nós, para todas as famílias da terra.


sábado, 30 de maio de 2015

7 - A MANIPULAÇÃO NO PROCESSO DA EVANGELIZAÇÃO.

              O texto a seguir está contido no primeiro livro que escrevi e publiquei pela editora da Convenção Batista Nacional - LERBAN. O livro já está na sua segunda edição.
              Convém dar uma lida no livro citado para entender como é séria a realidade da manipulação no processo da evangelização e quais os pontos precisam ser observados para a orientação do processo de reflexão sobre essa prática tão degradante que está, como erva daninha, enraizando-se dentro da igreja local.
           Podemos conceituar a manipulação como sendo todo e qualquer processo na relação social, através do qual um ator ou uma unidade operação, em um determinado tempo e contexto específico, exerce o poder, de forma não legitimada, arbitrária, não para estabilizar a sociedade diante das pressões, para evitar a desordem e o caos, senão para garantir algum status de seu interesse.
            Os evangelistas de hoje são conclamados a pensar em algumas proposições sérias a respeito desta manipulação tão desavergonhadamente utilizada nestes dias. Ei-las:
7.1 - Considerar a realidade da autoridade e do exercício do poder na evangelização;
7.2 - Considerar as fontes e as formas de energia existentes dentro das estruturas de poder social que geram e gerenciam o fenômeno da manipulação, no exercício do poder, na relação “evangelização/autoridade”;
7.3 - Considerar que a evangelização é um processo de vida e não apenas a aplicação de um método ou de uma técnica;
7.4 - O Novo Testamento nos mostra a possibilidade, a existência e as consequências da manipulação tanto de homens, quanto de dados, recursos técnicos e forças espirituais no processo da evangelização, por parte dos homens;[1]
7.5 - A história da expansão de Igreja nos mostra uma infinidade destes casos;
7.6 - Esta manipulação é consequência de mal entendimento da ordem de Deus, cuja consequência é a distorção do caminho no qual o homem irá andar, que será bem diferente daquele para o qual Deus está chamando este homem;
7.7 - O Novo Testamento orienta a Igreja a trabalhar na evangelização sem manipulação;[2]
7.8 - O sincretismo religioso existente dentro da igreja brasileira é consequência deste  fato;
7.9 - Esta manipulação é fator gerador e gerenciador de religiosidade popular. Isto porque leva o homem a fazer de tudo - o uso da magia, por exemplo - para garantir sua autoridade sobre tudo e sobre todos;
7.10 - A religiosidade popular compõe-se pontos positivos e pontos negativos importantes que devem ser considerados com honestidade e seriedade e, que possuem grande poder de influência no processo da evangelização;
7.11 - A manipulação no processo da evangelização nunca permite gerar servos de Jesus Cristo sadios, responsáveis e reprodutores e, como consequência, não serão criadas congregações responsáveis e reprodutoras;
7.12 - A missiologia brasileira precisa considerar com honestidade, seriedade e com urgência o fenômeno da manipulação existente dentro da igreja brasileiro, não apenas para depreciá-lo, criticá-lo e menosprezá-lo, senão para catalogá-lo, analisá-lo e até mesmo avaliá-lo, a fim de propor diretrizes traçadas por princípios seguros,[3] para uma evangelização eficaz, evitando este fenômeno;
7.13 - A igreja brasileira precisa honesta, séria e urgentemente considerar sua pragmática, avaliar sua atuação missionária à luz da Palavra de Deus, para eliminar de dentro de si todo e qualquer modus operandi que manipula tanto homens quanto dados, recursos técnicos e forças espirituais no processo da evangelização;
7.14 - A manipulação faz o indivíduo mudar de agrupamento social sem permitir mudança na sua vida interior. Não há transformação para melhor, no seu caráter;
7.15 - A manipulação induz o homem a ser legalista pois o faz viver em desconsideração ao conhecimento de Deus; com isso ele estabelece a sua própria justiça e não se submete à justiça estabelecida por Deus;
7.16 - A manipulação não permite ver a linha divisória entre a obediência e o legalismo;
7.17 - A manipulação induz o homem a desenvolver um processo de barganha com Deus;
7.18 - A manipulação produz o descalabro da vida medida pelo ter e não pelo ser;
7.19 - A manipulação induz à manifestação da ira de Deus;
7.20 - A manipulação promove a criação e o desenvolvimento da idolatria - de imagens, do corpo, do materialismo, do mercantilismo, do consumismo e do poder;
7.21 - A manipulação aumenta o dilema entre a fé e as obras e não permite ao homem viver as realidades da eleição e da aliança que o próprio Deus faz com ele;
7.22 - A manipulação leva o homem à tentativa de submeter o Deus todo-poderoso a condições externas a Ele;
7.23 - A manipulação cega o homem. Este só si vê envolvido por crise e nunca consegue visualizar o Deus todo-poderoso que o guarda de maneira viva.
7.24 - A manipulação leva o homem a explorar o outro em nome de Deus;
7.25 - A manipulação pode fazer uma lavagem cerebral no outro mas nunca deixar que o Evangelho trabalhe o seu caráter para conformá-lo à imagem de Cristo mesmo.




 [1]- Veja os casos de Ananias e Safira em At 5.1-11, o caso de Simão o mágico em At 8.9-24, e o caso dos judeus, procurando estabelecer a sua própria justiça sem se submeter à justiça de Deus, em Rm 10.
 [2]- Veja Mc 9.33-37; Mt 18.1-5; Lc 9.46-48. Ver também Mc 10.35-45 e Mt 20.20-28.
 [3]- Estes princípios não podem ser outros a não ser os bíblicos, apurados por uma hermenêutica e exegese rigorosa, crítica, que conduz o obreiro a sistematizá-los conforme sejam normativos ou circunstanciais, que não permita a torção das Escrituras, impedindo-o de se apossar dos princípios cujos fatores sejam circunstanciais para fazer deles princípios normativos segundo o bel querer do homem.
6 - IMPLICAÇÕES PARA O NOSSO EVANGELISMO, HOJE.

             Ao pensar em sair à procura de um modelo de evangelismo hoje, em primeiro lugar devemos, antes de querer executar uma técnica aqui ou outra ali, pensar nas implicações dos modelos bíblicos para o nosso evangelismo, hoje.
        Qual a relevância e quais as implicações do estudo dos modelos bíblicos para nosso evangelismo, hoje?
             Colocamos a seguir quinze pontos para os quais devemos olhar com todo cuidado fazendo a reflexão sobre a realidade de cada um em nossa vida para mostrarmos aos outros a clareza dessa boa nova em nós. 

                        6.1 - Nosso exemplo.
                        6.2 - Nossa comunhão.
                        6.3 - Nosso caráter transformado.
                        6.4 - Nosso amor.
                        6.5 - Nossa alegria.
                        6.6 - Nossa paz.
                        6.7 - Nossa bondade.
                        6.8 - Nossa benignidade;
                        6.9 - Nossa longanimidade;
                        6.10 - Nossa fidelidade;
                        6.11 - Nossa mansidão;
                        6.12 - Nosso domínio próprio;
                        6.13 - Nossa perseverança.
                        6.14 - Nosso poder.
                        6.15 - Nossa liberdade.


               Se não fizermos essa reflexão por certo vamos cair e desenvolver uma desenfreada manipulação do outro. O anúncio da boa nova é uma coisa esplêndida! A manipulação do outro com o anúncio da boa nova é no mínimo vergonhosa imoralidade!
                Vamos pensar um pouco sobre a manipulação no processo da evangelização.


















Primeira edição.                                          Segunda edição.


sábado, 18 de abril de 2015

Modelos de Evangelização.
Olá!
Continuamos a nossa jornada de pensamentos a respeito da evangelização. 
Muitas pessoas nos procuram pedindo um modelo eficaz de evangelização. 
Existem muitos modelos espalhados pelo mundo afora. Cada um com sua idiossincrasia. Se são eficazes ou não isso é outra história. Primeiro implica saber qual o conceito de eficiência está na mente do evangelista. Não indicamos esse ou aquele modelo!
Entendemos que o evangelista precisa conhecer a palavra de Deus com intimidade para, no momento certo do seu contexto de tempo e local, saber aplicar os princípios bíblicos durante a conversa com seus pares apresentando assim a vontade de Deus para os seus ouvintes ou dialogantes. Assim é que entendo eficiência na evangelização. Isso exige disciplina por parte do evangelista.
Seguindo a perspectiva do Novo Testamento aprendemos sobre os seguintes modelos:

5 - MODELOS BÍBLICOS DE EVANGELISMO

 5.1 -  o modelo do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo - partir de onde eles estão:
            5.1.1 - com o povo judeu de maneira geral - anuncia o arrependimento por causa do Reino de Deus;[1]
             5.1.2 - com seus discípulos e com os judeus - ensina os princípios do Reino de Deus;[2]
             5.1.3 - com Nicodemos - anuncia o novo nascimento;[3]
             5.1.4 - com a mulher Samaritana - anuncia uma vida com outros valores;[4]
              5.1.5 - aos seus discípulos - ensina através da prática;[5]
              5.1.6 - com o jovem rico - anuncia a total dependência da graça de Deus;[6]
  5.2 - o modelo de Pedro;[7]
  5.3 - o modelo de Felipe;[8]
  5.4 - o modelo de Lucas;
  5.5 - o modelo de Paulo;[9]
    
        No seu estudo sobre os modelos bíblicos para o evangelismo Tony Cupit conseguiu alistar vinte diferentes modelos para os quais ele diz que a Igreja deve voltar os seus olhos antes de querer apreender uma técnica aqui outra ali. 

            Eis a lista que ele faz:
                        5.6 - o modelo do arrependimento - Mt 3;
                        5.7 - o modelo do novo nascimento - Jo 3;
                        5.8 - o modelo do novo estilo de vida - Jo 4;
                        5.9 - o modelo de contar histórias - Lc 15;
                        5.10 - o modelo da pregação - At 2;
                        5.11 - o modelo do ensino - Mt 7;
                        5.12 - o modelo da comunidade de amor - At 2;
                        5.13 - o modelo do testemunho pessoal - At 8;
                        5.14 - o modelo missionário - At 13;
                        5.15 - o modelo pioneiro - Rm 15;
                        5.16 - o modelo do exemplo pessoal - Mt 5;
                        5.17 - o modelo de fé familiar - At 16;
                        5.18 - o modelo da mordomia e do discipulado - Mc 10;
                        5.19 - o modelo do mercado - At 17;
                        5.20 - o modelo apologético - At 17;
                        5.21 - o modelo da nutrição e da educação - II Tm 1;
                        5.22 - o modelo pastoral - Tg 2;
                        5.23 - o modelo da cura - Mc 2;
                        5.24 - o modelo do crente perseguido - At 5;
                        5.25 - o modelo de “as pedras clamarão” - At 28.

            Robert Coleman[10] diz que o Plano Mestre de Evangelismo do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo consiste em:

  5.26 - seleção -  Ele selecionou homens que estavam dispostos a serem transformados - Lc 6.13;
  5.27 - associação - Ele se associou com seus discípulos a todos os momentos - Mt 28.20;
  5.28 - consagração - Ele fez a consagração pela obediência plena à Palavra de Deus - Mt 11.29;
  5.29 - transmissão - Ele transmitiu o poder de Deus aos homens na pessoa do Espírito Santo -
            Jo 20.22;
  5.30 - demonstração - Ele demonstrou a correta maneira de viver em todos os seus aspectos: 
            oração, leitura da palavra, dependência da palavra, adoração, negócios, relação social;                         enfim, em todas as áreas da vida - Jo 13.15;
  5.31 - delegação - Ele delegou autoridade aos discípulos colocando-os na obra -  Mt 4.19;
  5.32 - supervisão - Ele supervisionou de perto o trabalho dos discípulos para orientá-los e não                        deixá-los desanimados ou frustrados - Mc 8.17;
  5.33 - reprodução - Ele colocou seus discípulos aqui para darem fruto; todavia ensinou que esta                    reprodução só acontece na inteira dependência e fidelidade a Deus, a Cristo - Jo 15.16.




                [1]- Veja Mc 1.15, Mt 4.17.
                 [2]- Veja Mt 5; 6 e 7.
                 [3]- Veja Jo 3.1-15.
                [4]- Veja Jo 4.1.42.
  [5]- Veja Mt 10; Mc 6.7-13, 30-44; Lc 9.1 - 10.42.
                    [6]- Veja Mt 19.16-30; Mc 10.23-31; Lc 18.18-30.
                    [7] - Veja At 2; 3; 4; 10.
          [8]        - Veja At 6 e 8.
                [9]- Veja a Epístola aos Efésios capítulos 1, 2 e 3. Analise o texto do cap. 2.1-10. I Co 2.12-16.
           [10]-  COLEMAN, Robert E.  O Plano Mestre de Evangelismo. 6ª ed. São Paulo: Mundo
Cristão. 1987. 143 p.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Voltamos ao nosso raciocínio a respeito da evangelização. Precisamos conversar muito sobre o que falar durante esse processo. Por isso entendemos a necessidade de conversar sobre uma terminologia relevante ao evangelismo.

4 - TERMINOLOGIA NEO-TESTAMENTÁRIA RELEVANTES AO
                  EVANGELISMO

                        4.01 - Aliança;
                        4.02 - Arrependimento;[1]
                        4.03 - Batismo;
                        4.04 - Batismo no Corpo de Cristo.
                        4.05 - Batismo no Espírito Santo
                        4.06 - Carne;[2]
                        4.07 - Consciência;[3]
                        4.08 - Demônio;
                        4.09 - Diabo;
                        4.10 - Diálogo;
                        4.11 - Dinamização (plenitude);
                        4.12 - Discípulo;
                        4.13 - Eleição;
                        4.14 - Fé;[4]
                        4.15 - Glorificação;
                        4.16 - Graça;[5]
                        4.17 - Grande comissão:
                                   4.17.1 - Vinde - Mt 4.19; 11.28-29.
                                   4.17.2 - Ide - Mt 28.19.
                                   4.17.3 - em Mt 28.1-20;
                                               - 2 grandes comissões: a do diabo e a de Jesus.
                                               - em Mt 28.1-10 - as mulheres são enviadas para avisar aos            
                                                  discípulos sobre a ressurreição de Jesus. Jesus ressuscitou e está
                                                  vivo. Ele vai encontrar com vocês lá na Galiléia. Lá vocês o
                                                  encontrarão.
                                               - a comissão do diabo está em Mt 28. 11-15 - Jesus está morto; não                                                  ressuscitou. Vão espalhar esta notícia. O engano. Seu corpo foi
                                                  roubado por seus discípulos. Mensagem mentirosa. Acobertada
                                                  pelos sacerdotes que manipulavam Pilatos. A motivação é o
                                                  dinheiro.
                                               - aquela que conhecemos como a grande comissão está em
                                                   Mt 28.18-20. Nela temos dois pontos importantes:
                                               - O 1º ponto central desta comissão é a soberania de Jesus Cristo. Ele está vivo e            tem todo o poder na terra e no céu. É preciso levar em conta estes fatos, como nos mostra Ef 1.15-23 ; se não, não haverá evangelismo. Mas é necessário ir, ainda que o ponto central não seja o “ir”. O verbo deveria ter sido traduzido no gerúndio “indo” e não no imperativo “ide” ainda que o particípio no grego tenha sentido imperativo, mas está no aoristo e na vós passiva depoente. Mas “indo” na autoridade d’Aquele que delega autoridade é preciso cumprir o imperativo da grande comissão: fazer discípulo.
                                               - O 2º ponto importante é imperativo: indo, então, fazei discípulos de todas as nações: PoreuqenteV oun maqhteusate panta ta eqnh. Esta é a ordem d’Aquele que tem toda autoridade, soberania, poder, domínio e dignidade. Neste caso é preciso entender que evangelizar é fazer discípulo, no seu sentido mais completo: indo, batizando e ensinando. O indo =  poreuqenteV, o batizando = baptizonteV e o ensinando = didaskonteV estão no particípio aoristo no grego; portanto, o imperativo é fazer discípulo = maqhteusate. Porém, ninguém faz discípulo se não sair. E fazer discípulo tem que ser batizando-os e ensinando-os a guardar todas as coisas que o Senhor ensinou. Todo o conselho de Deus e o conselho todo. E isto não se faz depressa. Nossa meta é fazer discípulo de Jesus Cristo.
                                               - Implicações para a nossa vida: - só faz discípulo saindo, indo. A ordem do Senhor Jesus não é fazer convertidos como entendemos, mas fazer discípulos. realmente não obedecemos a ordem de Jesus só por sair, mas em fazer discípulo. - só faz discípulo, quem é discípulo de Jesus. Neste caso eu preciso avaliar minha condição pessoal. Discípulo não é igual a aluno. Não é apenas um ouvinte esquecido da lei, conforme  nos  alerta Tg 1.19-27. Discípulo é aquele que vive os princípios de vida que o Senhor Jesus ensinou, que assumiu um compromisso de vida e morte com o Senhor Jesus Cristo. Fala como Ele, veste como Ele, come como Ele, negocia como Ele; ora como Ele, serve a Deus como Ele serve, agrada-O em tudo. Tem as alegrias deste Senhor; mas sofre com o Senhor e pelo Senhor. Mas para discípulo de Jesus é preciso aprender com Ele. O vinde de Mt 4.19 e 11.18-29 precede o ide de Mt 28.19.
Mas a ordem é para fazer discípulos de todas as nações. Mas ninguém fará discípulo lá se não se tornou discílpulo aqui e se não aprendeu a fazer discípulo aqui. E isto é outra história.
                                   4.17.4 - em Mc 16.15;
                                   4.17.5 - em Lc 24.44-49;
                                   4.17.6 - em Jo 20.19-23;
                        4.18 - Inferno;
                        4.19 - Justificação;[6]
                        4.20 - Juizo final.
                        4.21 - Legalismo;[7]                                                                
                        4.22 - Lei
                        4.23 - Mundo;
                        4.24 - Pecado;
                        4.25 - Potestade;[8]
                        4.26 - Principados;[9]
                        4.27 - Regeneração;[10]
                        4.28 - Reino dos céus ou Reino de Deus;
                                   28.1.1 - O que é no V. T.;
                                   28.1.2 - O que é no N. T.;
                                   28.1.3 - Os mistérios do Reino;[11]
                                   28.1.4 - Os dois estágios do Reino;
                                              28.1.4.1 - O reino presente: Mt 4.17 (âáóéëåßá); 10.7 (âáóéëåßá);                                                             Mt 12.28 (âáóéëåßá); Jo 18.36-37 (âáóéëåýò).
                                                              A encarnação é a amostra de que o Rei chegou.
                                                              A 1ª vinda: Rm 14.17 (âáóéëåßá); Cl 1.13 (âáóéëåéáí);                                                                I Co 15.22-26 (âáóéëåéáí).
                                               28.1.4.2 - O reino futuro: A mensagem do Senhor Jesus, sua
                                                              soberania é também para o futuro. Pensar na Parousia do
                                                              Senhor: a 2ª vinda: Mt 6.10; 7.21; 24.30; 25.31. Também
                                                              na mensagem dos apóstolos: I Co 15.5; II Pe 1.11.
                        4.29 - Salvação;
                        4.30 - Santidade;
                        4.31 - Santificação.
                       



1                    [1] - Veja Mt 3.11; 4.17; Mc 1.15;
2                    [2] - Conforme Gl 5.16-26; 6.7-8,13.
3                    [3] - Conforme I Pe 3.13-22 (16 e 21); I Co 8.
4                    [4] - Veja Hb 11.1, 6; 4.1-2.
5                    [5] - Ef 2; 4.7.
6                    [6] - Justificação: DikaiwsiV (Dikaíosis) = ato de Deus declarar certos homens isentos de condenação e aceitáveis a Ele. justo = equitável é um substantivo adjetivo. Dikaiow  (Dikaióo) cuja pronúncia é (Dikah-yó-o) é um verbo traduzido por restituir, pagar, conduzidir, devolver, mostrar ou considerar justo ou   reto.  Não é inocente; é culpado. Mas a  consideração é  como isento da sansão que a culpa exige. Em Rm 3.20 lemos dikaiwqhsetai (dikaioothésetai) = será justificado.
7                    [7] - Veja Rm 10.
8                    [8] - Potestade é aquele que tem grande poder ou autoridade.
9Em At 26.18: ... potestade (dîïõóßᏠ) de Satanás.
10Em Ef 2.2: ... potestade (dîïõóßᏠ) do ar.
11Em I Pe 3.22: ... ficando-lhe subordinado anjos e potestades (dîïõóß§í).
12dîïõóßᏠ= "direito de mandar; autoridade; poder de escolha; liberdade de fazer como lhe agrada; poder mental e físico, capacidade e força pessoal; poder de autoridade (influência) e direito; poder de domínio ou governo, autoridade (real, divina, judicial, etc.), jurisdição; uma autoridade, magistrado; potestade (celestial ou infernal); sinal da autoridade do marido sobre a esposa - o véu com que apraxe obrigava a mulher oriental a cobrir-se; autoridade moral, influência de que o uso do véu deu à mulher, tornando-a sacrossanta; a autoridade e a dignidade de uma mulher desaparece quando for largado o véu que totalmente a cubra, segundo a opinião grega antiga."  Veja: TAYLOR, W. C. Introdução  ao Estudo do  Novo Testamento  Grego.  Dicionário.  6ª ed. Rio  de  Janeiro.  Juerp. 1980. pp 78-79. (O itálico é nosso.).
13                [9] - Principado é um território ou estado, cujo soberano é um príncipe.
14Em Rm 8.38: ... nem principados (Pñ÷ár) ... poderão nos separar...
15Em  I Co 15.24: houver destruído todo principado (Pñ÷xí)...
16Em Ef 1.21: ... acima de todo principado (Pñ÷y), e potestade (dîïõóßᏠ), e poder (äõíÜìåùò), e domínio (êõñéüôçôïò)...
17Em Ef 3.10: ... a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados (Pñ÷ásò) e potestades (dîïõóßáé )...
18Em Cl 1.16: Nele foram criados ... quer principados (Pñ÷ár), quer potestades (d÷ïõóßáé).
19Em Cl 2.10: ... Ele é o cabeça de todo principado (Pñ÷y) e potestade (dîïõóßᏠ).
20Em Cl 2.15: Despojando os principados (Pñ÷Nò) e potestades (dîïõóßᏠ)...
21Pñ÷y = "princípio, origem; principado, magistrado, domínio: "primazia", "dignidade", "responsabilidade"; ponta, "líder", o primeiro de uma série." Veja: TAYLOR, W. C. Introdução  ao Estudo do  Novo Testamento  Grego.  Dicionário.  6ª ed. Rio  de  Janeiro.  Juerp. 1980. p. 34. (O itálico é nosso.).
22                [10] - Regeneração: o renascimento - novo nascimento - estado ou ato. Figurativamente: renovação espiritual. Especificamente é a restauração messiânica do mundo. Na consumação do Reino de Cristo.    É   ação   que   só   Deus faz.  O  termo grego é Paliggenesia  (Paliggenesía) cuja pronúncia é (pal-ing-ghen-es-eí-ah)  que  aparece  somente  duas  vezes no N.T.: em Mt 19.28 e Tt 3.5.
23                [11]- Conforme Mt 13.